Daúde
A música brasileira tem conseguido projetar para o mundo uma imagem expressiva, vibrante e alegre. Através da nossa herança afro-musical, ela colabora para que o brasileiro assuma sem reservas sua identidade negra e mestiça. Do samba ao funk, do jongo ao jungle, do maracatu baião e carnaval, a música brasileira é diferenciada, e legitima a nossa origem africana, transpondo a barreira do preconceito, promovendo naturalmente a democracia racial.
A música de Daúde também se expressa assim: Tradição, modernidade, espontaneidade e sofisticação têm sido a linha mestra da trajetória de Daúde, somado a musical herança afro-brasileira com a coerente coleção de referências do mundo pop. Com 10 anos de carreira, três discos inéditos bem sucedidos, a música de Daúde tem tido reconhecimento nacional e internacional, por levar ao público uma sonoridade brasileira que passeia por um mix de gêneros que vai do samba ao rap, do jongo à MPB - e por sua forte e sensual presença de palco, em shows dançantes que chegam às raias do teatral.
Daúde nasceu no Candeal, Salvador, e mudou para o Rio de Janeiro aos 11 anos de idade onde vive. Estudou canto com o barítono Paulo Fortes na Escola de Música Villa-Lobos, Artes Cênicas na Escola Martins Pena. Formou-se em Letras, Português, Literaturas, e é pós - graduada em História Africana.
Começou sua carreira musical cantando em peças e casas noturnas, quando apareceu o convite para gravar seu primeiro CD homônimo"Daúde" em 1995, com o qual conquistou a crítica especializada, ganhando os prêmios Sharp de Música , APCA (Associação dos Críticos de Arte de São Paulo), e dos leitores do Jornal do Brasil.
Dois anos depois, lançou "Daúde #2",produzido por Celso Fonseca e o produtor Inglês Will Mowat. Em 1999 lançou "Simbora", um CD de remix onde a artista reuniu músicas de seus primeiros álbuns, tendo como objetivo vincular as novas interpretações ao prazer de dançar. A sonoridade deste CD funde definitivamente a música de Daúde, a MPB e os recursos usados na música eletrônica, afirmando a importância de produtores musicais e DJs como artistas criativos e necessários nesta atual cena musical. Daúde foi a primeira brasileira a ser contratada pelo selo "REAL WORLD" pertencente a Peter Gabriel. Seu último álbum "Neguinha te Amo" de 2003, homenageou as mulheres e colaborou para que o público internacional tivesse outra visão da música brasileira, transcendendo clichês estabelecidos ou estereótipos tropicais.
|
|
|